
A Casa do
Bom Samaritano
“Ele faz justiça ao órfão e à viúva e ama o imigrante, dando-lhe pão e roupa. Portanto, amem o imigrante, porque vocês foram imigrantes no Egito”.
Deutoronômio 10:18-19

PR. LUCIANO ROSA E PRA. GISELE ROSA
Casa de Passagem para mulheres egressas migrantes
A Casa do Bom Samaritano é um Projeto da Capelania da Capital que tem como objetivo oferecer acolhimento para mulheres migrantes que saem do sistema penitenciário e não possuem familiares nem rede de apoio no Brasil. Atua em parceria com a Penitenciária Feminina de Santana localizada na capital de São Paulo.
Outro desafio para essas mulheres é a questão do idioma, pois elas encontram dificuldades em se comunicar e, consequentemente, a volta para o mercado de trabalho e retorno para o seu país de origem se tornam mais difíceis. A grande maioria destas mulheres são da Bolívia, um país que enfrenta vários problemas sociais.
Qual é o maior problema social das mulheres bolivianas atualmente?
O principal problema social enfrentado pelas mulheres bolivianas é a violência de gênero e a violência doméstica. A Bolívia possui índices extremamente elevados de:
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Feminicídio;
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Violência psicológica;
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Agressão sexual;
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Violência intrafamiliar;
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Dependência econômica;
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Insegurança urbana.
Pesquisas do UNFPA mostram elevada prevalência de violência baseada em gênero em cidades como El Alto, La Paz e Cochabamba. A ONU Mulheres destaca que mulheres indígenas, migrantes e trabalhadoras informais sofrem vulnerabilidades ainda maiores. Também existem dificuldades relacionadas a:
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Autonomia financeira;
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Acesso à justiça;
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Proteção policial;
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Transporte seguro;
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Mercado de trabalho formal.
O fenômeno do aliciamento de mulheres bolivianas para atuar como “mulas” do tráfico internacional está diretamente ligado à combinação entre pobreza estrutural, migração vulnerável, desigualdade de gênero, fronteiras extensas e atuação transnacional do crime organizado. A fronteira Bolívia–Brasil é considerada uma das mais sensíveis da América do Sul para o tráfico de drogas, pessoas e exploração laboral.
Pesquisas acadêmicas e relatórios de segurança pública demonstram que mulheres pobres, muitas vezes mães solo, indígenas ou migrantes internas, tornam-se alvo preferencial de organizações criminosas porque apresentam maior vulnerabilidade econômica e menor capacidade de proteção institucional. Nesse sentido ocorre a “Feminização da pobreza”.
Mulheres bolivianas em situação de pobreza extrema possuem baixa escolaridade, desemprego, trabalho informal precário, dependência econômica e na maioria das vezes, responsabilidade exclusiva pelos filhos.
Nesse sentido, a Casa do Bom Samaritano surge como uma resposta a essa expressão da questão social, oferecendo para essas mulheres:
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Moradia sem custo;
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Alimentação;
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Vestuários em geral;
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Auxílio de transporte para resolução de pendências judiciais;
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Auxílio no contato com a família, para fortalecimento dos vínculos familiares;
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Orientações e auxílio para o retorno ao seu país de origem.
Outra situação delicada que estas mulheres enfrentam é o acolhimento institucional de seus filhos. Nestes casos, a Casa do Bom Samaritano oferece:
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Apoio Social e articulação com o Sistema de Garantia de Direitos para acesso à Defensoria Pública;
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Orientações e apoio na solicitação de autorização para visita aos filhos;
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Auxílio no restabelecimento de vínculos afetivos, dando suporte na realização das visitas;
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Acompanhamento dos casos até o retorno ao país de origem, com suporte para esse retorno, quando necessário.
Se você se identificou com esse projeto, nós te convidamos a participar:
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Orando pelos voluntários e mulheres acolhidas;
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Se tornando um/uma voluntário/a no de apoio, transporte, retirada de doações, ou prestando serviços nas áreas social, jurídica, psicológica ou aconselhamento pastoral;
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Doando roupas, calçados, meias, toalhas, roupas de cama, entre outros, novos ou em bom estado;
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Doando de higiene pessoal e roupas íntimas (itens novos);
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Fazendo doações financeiras.
Para saber mais sobre o Projeto, como participar ou contribuir, clique no botão abaixo:
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